“Condições favorecem o autoritarismo religioso no Brasil”, diz pesquisadora

A pesquisadora guatemalteca Brenda Carranza estuda religiões e o fundamentalismo cristão há mais de três décadas. Acompanha o fenômeno das comunidades católicas desde que ganharam força no Brasil, ainda no final da década de 1980 e começo dos anos 1990, com a ascensão da Canção Nova e da Shalom.

Na esteira do movimento da Renovação Carismática, que sacudiu a igreja a partir da década de 1970 com práticas pentecostais, as comunidades cresceram e se fortaleceram. Hoje, são cerca de 1,5 mil comunidades no Brasil, que variam de simples grupos de oração a conglomerados com emissoras de televisão e missões na África, Europa, Estados Unidos e países da América Latina.

Morando no Brasil há várias décadas, Brenda vem acompanhando a radicalização do cristianismo no Brasil com apreensão. Professora do Departamento de Antropologia e coordenadora do Laboratório de Antropologia da Religião da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a doutora em sociologia e estudiosa das religiões conversou com a Marco Zero sobre as correntes do catolicismo e o fundamentalismo cristão. Uma aula de como religião e autoritarismo podem caminhar lado a lado.

https://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2020-08-30/condicoes-favorecem-o-autoritarismo-religioso-no-brasil-diz-pesquisadora.html

Notícias relacionadas