Decreto que reduz horário de abertura do comércio em Palmas termina nesta segunda-feira (31)

Nesta segunda-feira (31) termina a validade do decreto municipal que estabeleceu restrição ao horário de funcionamento do comércio em Palmas. A medida começou a valer em julho e desde então foi prorrogada duas vezes pela prefeitura. Apesar disso os números da pandemia cresceram e fizeram a capital ser a cidade mais afetada pelo coronavírus no estado.

Inicialmente o município proibiu as atividades não essenciais de funcionar das 20h às 5h. O decreto começou a valer no dia 13 de julho e terminaria no dia 27, mas o município resolveu prorrogar até o dia 6 de agosto.

As exceções eram para serviços médicos e hospitalares, farmácias e laboratórios, serviços funerários, serviços de táxi e aplicativos, transporte de cargas (principalmente gêneros alimentícios), serviços de telecomunicação, serviços de delivery e postos de combustíveis, sem o funcionamento das lojas de conveniência.

O município decidiu prorrogar a medida novamente, até 31 de agosto, e estender o horário de abertura dos supermercados e atacadistas, que passaram a ter permissão para abrir até às 22h. O G1 questionou a Prefeitura de Palmas se o decreto será prorrogado novamente, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

Segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), neste domingo (30) foram registrados 242 novos diagnósticos de coronavírus em Palmas. A cidade tem 12.390 casos de Covid-19, além de 90 mortes de pacientes que não resistiram. Em todo o estado são 50.373 e 664 óbitos em decorrência da doença.

Na semana passada, durante entrevista, a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) afirmou que o aumento no número de casos em Palmas se deve ao comportamento e desrespeito da população às medidas de prevenção a pandemia, principalmente na temporada de praias no mês de julho.

Veja outras medidas adotadas em Palmas na pandemia

Em Palmas a primeira medida de contenção ao novo coronavírus foi tomada no dia 15 de março, quando as aulas da rede municipal foram suspensas. Naquela época ainda não havia casos confirmados, mas os primeiros casos suspeitos e o crescimento da doença em outros estados foram o suficiente para determinar o fechamento das escolas. Elas ainda não têm data para reabrir. Na mesma data foram suspensos eventos que pudessem gerar aglomerações.

A cidade confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no dia 18 de março e na mesma data a prefeitura determinou o fechamento de todo o comércio, bares e restaurantes. A situação passou a ser monitorada diariamente pelas autoridades de saúde.

A Prefeitura tentou também determinar a lei seca na capital, no dia 15 de maio. O decreto acabou sendo derrubado na Justiça e hoje o que está em vigor é uma ordem para proibir o consumo de bebidas em áreas pública. Os pontos turísticos, como praias e parques, também chegaram a ficar fechados, mas flagrantes de desrespeito a esta norma são comuns desde então.

A reabertura gradual do comércio começou no dia 8 de junho, com lojas do comércio de rua e restaurantes. Os shoppings centers e academias puderam reabrir uma semana depois, a partir do dia 15 de junho.

Fonte: G1 Maranhão

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